Radar Games
← Edição de 2026-10-11

Artigo adaptado para o Blog da Loja dos Gifts a partir da posição 2 do radar.

Cole o título no campo de título do post. Depois clique no corpo do post e cole o texto: subtítulos, negritos, listas e links já entram formatados.

Xbox e PlayStation enfrentam a pior fase de vendas de consoles em décadas nos EUA

Preços em alta e escassez de componentes jogam contra Sony e Microsoft em um dos cenários mais difíceis do mercado americano desde os anos 80

Os números não deixam espaço para otimismo. Nos Estados Unidos, as vendas de hardware do Xbox e do PlayStation despencaram em 2026, e os dados mostram um cenário que nem as duas gigantes conseguem disfarçar: comprar um console novo ficou caro demais, bem na hora em que menos gente está dispondo a pagar por isso.

De acordo com levantamento da consultoria Circana, divulgado pela Push Square e pela WCCFTech, as vendas unitárias de hardware do Xbox caíram 33% no acumulado de 2026 até agosto em comparação com o mesmo período do ano anterior. É o pior resultado da história da marca no mercado americano. Já o PlayStation registrou queda de 25% nas unidades vendidas no mesmo intervalo, o desempenho mais fraco desde 2013.

Consoles mais caros do que nunca

Parte da explicação está no bolso do consumidor. O preço médio de venda do PS5 nos EUA subiu 20% ano a ano, chegando a US$ 597. O Xbox Series teve alta ainda maior, de 26%, atingindo US$ 529 de preço médio. Em ambos os casos, são os maiores valores já registrados para as marcas no país.

Só em agosto, o mercado de consoles somou 559 mil unidades vendidas nos EUA, uma retração de 15% em relação ao mesmo mês de 2025, o pior agosto desde 2013. Nesse recorte mensal, o PlayStation caiu 11%, o Xbox recuou 31% e até o Nintendo Switch 2, que lidera o mercado em unidades e receita no ano, registrou queda de 15%. O preço médio de qualquer console vendido no mês ficou em US$ 541, contra US$ 476 em agosto de 2025.

Por que os preços subiram tanto

O fator central, segundo o analista Mat Piscatella, da Circana, é a chamada crise de componentes. Memória RAM e armazenamento estão mais caros porque fabricantes estão priorizando a produção para data centers voltados a inteligência artificial, deixando menos oferta e preços mais altos para o setor de eletrônicos de consumo, consoles incluídos.

Piscatella foi direto ao resumir o momento: o mercado de hardware nos Estados Unidos "não estava em uma posição tão precária desde o início dos anos 80". A frase, vinda de quem acompanha os números do setor de perto, dá a medida da gravidade da situação.

Esse aperto não é exclusividade dos games. Fabricantes de PC também sentiram o golpe, com queda de 20% nos embarques, e até a Apple já teria reduzido pedidos do iPhone 18 Pro diante da demanda mais fraca. Ou seja, o problema de componentes está pressionando toda a cadeia de eletrônicos, e consoles de videogame acabaram no meio do fogo cruzado.

O impacto não para no hardware

A crise não se limita às caixas em si. Os gastos com conteúdo para consoles, como jogos e assinaturas, caíram 7% no período, e o gasto total do público americano com videogames somou US$ 4,3 bilhões, uma retração de 9%. Com menos gente comprando console novo, naturalmente menos gente compra jogo novo. É um efeito em cadeia.

Vale lembrar que o PlayStation também está se aproximando do sexto ano do ciclo atual de geração, o que historicamente já reduz o ritmo de vendas de hardware, mesmo sem considerar os preços mais altos. A existência do PS5 Pro, mais caro que o modelo padrão, também ajuda a inflar a média de preço calculada pela Circana.

O que pode mudar o jogo

Nem tudo é só má notícia. Piscatella apontou o lançamento de Grand Theft Auto VI, previsto para 19 de novembro, como um possível ponto de virada para o mercado de consoles ainda em 2026. A ressalva é que a disponibilidade de unidades e os preços praticados até lá ainda são incertos, o que pode limitar o efeito esperado.

Do lado da Sony, a resposta parece estar menos em baratear o hardware e mais em diversificar a receita. A empresa já sinalizou que está explorando outras formas de monetizar sua base de jogadores além da venda pura de consoles, um indício de que depender só do hardware físico deixou de ser suficiente.

E convenhamos: quando duas gigantes como Sony e Microsoft enfrentam simultaneamente o pior momento de vendas em mais de uma década, o problema claramente não é de execução de marketing, é estrutural. A pergunta que fica é até quando o consumidor vai aceitar pagar mais caro por um console, e o que isso significa para o próximo ciclo de hardware. Você sente que o preço dos consoles ficou fora da realidade, ou ainda vale a pena encarar o investimento?

Quer aproveitar seus próximos jogos?

Na Loja dos Gifts, você encontra jogos, Gift Cards e créditos digitais para PlayStation, Xbox, Nintendo, PC, mobile e outras plataformas.

Acesse a Loja dos Gifts e confira as ofertas: www.lojadosgifts.com.br

Fonte: Push Square | WCCFTech