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EA fecha a BioWare depois de 31 anos e tira o próximo Mass Effect do mapa
O estúdio que criou Mass Effect e Dragon Age não existe mais, e o jogo que os fãs esperavam também acabou de sumir
Um dos nomes mais respeitados da história dos RPGs acaba de deixar de existir. Em 21 de outubro de 2026, a Electronic Arts confirmou o encerramento da BioWare, estúdio canadense fundado em Edmonton que, por mais de três décadas, moldou boa parte do que se entende hoje por RPG ocidental. Junto com o fechamento, veio outra notícia que pegou a comunidade de surpresa: o próximo jogo da franquia Mass Effect, anunciado ainda em 2020, foi cancelado.
Um corte que vai muito além da BioWare
A decisão não ficou restrita ao estúdio canadense. A EA anunciou um corte de aproximadamente 400 vagas, o equivalente a 3% de todo o seu quadro global de funcionários. Desse total, cerca de 50 postos eram da própria BioWare, que via sua operação de Edmonton ser desmontada por completo.
Em comunicado, a publicadora afirmou que "a BioWare é um estúdio lendário que ajudou a definir o gênero RPG" e que a decisão de encerrar suas atividades "não foi tomada de forma leviana". Palavras que soam como um elogio póstumo para quem construiu uma das bibliografias mais influentes da indústria.
Por que a BioWare importa tanto
Fundada havia mais de 30 anos, a BioWare não é apenas mais um estúdio de RPG. É o lugar de onde saíram Baldur's Gate, Star Wars: Knights of the Old Republic, Dragon Age e, claro, Mass Effect, uma trilogia que ajudou a popularizar escolhas narrativas ramificadas e romances entre personagens como pilares do gênero.
Perder esse estúdio é perder um pedaço da própria história dos jogos de computador e consoles. E é justamente por isso que o anúncio gerou tanta repercussão entre jogadores e desenvolvedores ao redor do mundo.
O próximo Mass Effect, cancelado antes de chegar
A parte mais dolorosa para os fãs talvez seja o cancelamento do novo capítulo de Mass Effect. O projeto havia sido revelado em 2020, ainda sem nome definitivo, e desde então alimentava a expectativa de quem acompanhou Shepard e sua tripulação em três jogos consagrados. Com o fechamento do escritório de Edmonton, o desenvolvimento do título foi interrompido.
A EA sinalizou que pretende manter investimentos em outras frentes do seu portfólio, como Apex Legends, Star Wars Jedi e o jogo de Marvel's Iron Man em produção. Mas, para quem esperava um retorno da BioWare ao auge criativo de Mass Effect 2, a notícia marca o fim dessa possibilidade, pelo menos como ela era conhecida até aqui.
A sombra da aquisição saudita
Esse fechamento não acontece isolado. Ele é o primeiro corte interno de estúdio desde que a EA concluiu, em agosto de 2026, sua aquisição por um consórcio privado liderado pelo fundo soberano saudita PIF, além da Silver Lake e da Affinity Partners, em uma transação avaliada em US$ 55 bilhões. A mudança de controle acionário já vinha sendo observada com cautela pela indústria, e o fim da BioWare é o primeiro sinal concreto de como a nova gestão pretende reorganizar o portfólio da publicadora.
O que isso significa para o futuro dos RPGs da EA
Com a BioWare fora do jogo, resta a dúvida sobre o destino de franquias como Dragon Age, cujo futuro agora é incerto sem o estúdio que a criou. A EA não indicou se outro time interno ou parceiro externo assumirá o legado dessas séries, e isso deixa um vácuo que dificilmente será preenchido da mesma forma.
É o tipo de notícia que reforça um temor recorrente entre jogadores: por trás de cada fusão, aquisição ou "reestruturação corporativa", existem estúdios inteiros e carreiras que desaparecem de uma vez.
E agora?
A BioWare deixa um legado enorme, mas também uma pergunta incômoda sobre o rumo que a indústria está tomando sob o controle de grandes fundos de investimento. Resta saber se a EA vai conseguir manter viva a essência que fez do estúdio canadense uma referência, ou se Mass Effect e Dragon Age vão virar apenas lembranças de uma era que já passou. E você, sente que esse tipo de decisão corporativa está matando o que havia de mais criativo nos grandes RPGs?
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Fonte: The Washington Post, Omelete