Radar Games
← Edição de 2026-10-25

Artigo adaptado para o Blog da Loja dos Gifts a partir da posição 10 do radar.

Cole o título no campo de título do post. Depois clique no corpo do post e cole o texto: subtítulos, negritos, listas e links já entram formatados.

Imagem: Reprodução/Notebookcheckimagem do veículo, confira os direitos antes de publicarabrir em tamanho original

Tim Sweeney chama política de IA da Steam de "abominável" e reabre guerra com a Valve

O CEO da Epic Games voltou a atacar a exigência de rótulos de inteligência artificial na Steam, dizendo que a regra transforma desenvolvedores em alvo da própria comunidade de jogadores.

Tim Sweeney não parece dispostos a deixar o assunto morrer. Em uma nova rodada de críticas nas redes sociais, o fundador e CEO da Epic Games classificou a política de divulgação de IA generativa da Steam como "abominável", reacendendo uma briga que já dura meses entre as duas maiores lojas de jogos para PC. Para quem acompanha o mercado, a declaração chama atenção não só pelo tom duro, mas por expor uma divergência real sobre como lidar com a IA generativa dentro dos games.

O que Sweeney disse

A fala mais recente surgiu em resposta a um comentário de Matt Workman, fundador da Fal, nas redes sociais. Segundo Sweeney, obrigar desenvolvedores a declarar o uso de IA generativa em seus jogos equivale a forçá-los a escrever "uma declaração política para ser usada contra eles" pela própria comunidade de jogadores na Steam.

Não é a primeira vez que o executivo usa esse argumento. Em declarações anteriores, ele já havia descrito a postura da Valve como "realmente irresponsável", citando o que chamou de uma "comunidade de haters tentando derrotar o jogo" quando um título é rotulado como usuário de IA.

A política da Valve em questão

A regra que incomoda Sweeney não é nova. Desde 2024, a Valve exige que desenvolvedores informem, na página de loja do jogo, se utilizaram inteligência artificial generativa na criação de artes, textos, música ou outros assets do título. A política passou por atualizações desde então, mas manteve o princípio básico: transparência para o jogador na hora da compra.

Vale destacar que a exigência não cobre o uso de IA como ferramenta auxiliar de programação, algo cada vez mais comum entre estúdios de todos os tamanhos. O alvo da regra são os elementos criativos visíveis ao público, como ilustrações, diálogos e trilhas sonoras geradas por IA.

Até que ponto isso afeta os jogos na prática

Os números sugerem que o rótulo está longe de ser um problema isolado. Durante o Steam Next Fest, aproximadamente 1.700 das 8.600 demos disponíveis, cerca de 20% do total, trouxeram a divulgação de uso de IA generativa.

E o selo não parece ter sido um obstáculo para o sucesso comercial. Jogos como Clair Obscur: Expedition 33 e ARC Raiders mantiveram desempenho forte de vendas mesmo exibindo o aviso, o que contraria a tese de que a etiqueta funcionaria como um veneno automático para a recepção de um título.

A contradição que ronda a Epic

Enquanto Sweeney critica publicamente a transparência exigida pela Valve, a própria Epic Games tem sido questionada por uma situação parecida. A empresa reformulou recentemente sua própria loja digital incorporando otimizações descritas como "vibe-coded", um termo usado para desenvolvimento apoiado fortemente em IA generativa, o que levanta a pergunta sobre o quão consistente é o discurso da empresa ao criticar a Valve por exigir esse tipo de informação dos desenvolvedores terceiros.

Um embate que não é novo

Essa não é a primeira fricção pública entre Sweeney e a Valve. O executivo já vem acumulando críticas à concorrente em diversos tópicos ao longo do ano, de políticas de loja a práticas de mercado. A questão da IA generativa, porém, se tornou um dos pontos mais recorrentes, provavelmente porque toca em um tema sensível tanto para desenvolvedores quanto para jogadores: até onde vai o direito do consumidor de saber como um jogo foi feito.

Para a Valve, a divulgação é uma questão de transparência. Para Sweeney, é munição para ataques injustos contra criadores. No meio dessa disputa estão os estúdios, que precisam decidir se vale a pena arriscar a reação da comunidade ao assumir o uso de ferramentas de IA em seus projetos.

A pergunta que fica é simples: rótulos de IA protegem o jogador ou perseguem o desenvolvedor? E você, prestaria atenção nesse aviso antes de comprar um jogo na Steam?

Quer aproveitar seus próximos jogos?

Na Loja dos Gifts, você encontra jogos, Gift Cards e créditos digitais para PlayStation, Xbox, Nintendo, PC, mobile e outras plataformas.

Acesse a Loja dos Gifts e confira as ofertas: www.lojadosgifts.com.br

Fonte: Notebookcheck