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ENCE decreta falência e encerra 13 anos de história no Counter-Strike
Organização finlandesa anuncia o fim das atividades após queda brusca de receita nos últimos dois anos
Uma das organizações mais tradicionais da Finlândia no Counter-Strike não existe mais. A ENCE anunciou nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, que sua diretoria decidiu entrar com pedido de falência, encerrando um ciclo de 13 anos dentro da cena competitiva de CS.
O comunicado que pegou a comunidade de surpresa
A notícia veio direto do conselho administrativo da ENCE eSports Oy, sediada em Helsinque, através de um comunicado publicado no X. O texto foi direto: "depois de 13 anos, a diretoria da ENCE eSports Oy tomou a difícil decisão de declarar falência". A organização aproveitou o espaço para agradecer jogadores, funcionários e parceiros, com uma menção especial aos fãs que acompanharam a trajetória do time: "obrigado por estarem ao nosso lado em cada vitória e cada derrota".
Não foram divulgados detalhes financeiros oficiais sobre os motivos exatos do colapso, mas o histórico recente da organização já dava sinais de que algo não ia bem.
De potência finlandesa a 103º no ranking mundial
A ENCE construiu seu nome no CS com conquistas que marcaram época. A equipe formada só por jogadores finlandeses, liderada por Aleksi "Aleksib" Virolainen, venceu dois eventos MVP em 2019, incluindo uma final de Major na IEM Katowice daquele ano. Mais tarde, já com uma formação internacional comandada por Marco "Snappi" Pfeiffer, a organização somou outro título de MVP em 2023.
O problema é que esse prestígio ficou no passado. No momento da falência, o elenco finlandês da ENCE ocupava apenas a 103ª posição no sistema de ranking VRS e não disputava um evento MVP desde setembro de 2024. Uma queda e tanto para quem já esteve entre os destaques do circuito.
A venda para a Falcons como ponto de virada
O início do fim, segundo relatos da comunidade e da imprensa especializada, está ligado a dezembro de 2023, quando o núcleo principal do elenco da ENCE foi vendido para a Falcons, organização saudita que vem investindo pesado em esports. A partir daí, a ENCE passou por sucessivas reconstruções de time, com resultados irregulares e sem conseguir recuperar o nível competitivo anterior.
E aqui está o ponto que mais chama atenção: diversos membros da comunidade apontaram que a ENCE era uma organização historicamente lucrativa antes dessa venda. A suspeita que circula é que o dinheiro recebido pela transferência do elenco não foi administrado da forma esperada, o que teria contribuído diretamente para o colapso financeiro que culminou na falência.
A reação de quem estava dentro da organização
Em junho de 2026, a ENCE havia trazido de volta Aleksi "allu" Jalli como head coach, numa tentativa de reorganizar o projeto competitivo. Com o anúncio da falência, Jalli se manifestou publicamente dizendo estar "de coração partido" e prometeu divulgar um posicionamento mais detalhado assim que a situação se estabilizar.
A fala resume bem o momento: uma organização que tentava se reerguer vê o projeto inteiro desmoronar antes de conseguir voltar ao topo.
O que muda para o cenário de CS
A saída da ENCE deixa um buraco simbólico no competitivo de Counter-Strike, especialmente para a cena finlandesa, que viu nessa organização um dos seus maiores representantes internacionais. Resta saber o que acontece com os jogadores, funcionários e qualquer parceria comercial ainda em andamento, já que nenhuma informação adicional sobre esses pontos foi divulgada até a publicação deste artigo.
Treze anos de história, dois títulos de MVP e uma final de Major não foram suficientes para blindar a organização de uma gestão financeira que, ao que tudo indica, não acompanhou o tamanho do nome que a ENCE construiu dentro do CS.
Fim de uma era que ainda vai gerar desdobramentos
A falência da ENCE é mais um capítulo de como o esports, mesmo com organizações tradicionais e vitoriosas, não está imune a crises financeiras graves. A expectativa agora é por mais esclarecimentos sobre o que motivou a queda e sobre o futuro de quem fazia parte do projeto.
E você, acompanhava a trajetória da ENCE no Counter-Strike? Acha que a venda do elenco para a Falcons foi o verdadeiro início do fim ou havia problemas mais profundos por trás dessa falência?
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Fonte: HLTV | Inven Global